Erudição
terça-feira, 7 de junho de 2011
Rompendo a casca
Sinto que a minha casca externa está prestes a rachar e que é necessário fazer com que eu germine, mesmo com as condições ambientais estando desfavoráveis, é extrema a necessidade desse rompimento externo, preciso sair desse envoltório que me aflige e ao mesmo tempo protege, pois isso se chama amadurecimento! Deixar a jovem plântula escapulir enfrentando o excesso de sol, vento, predadores e a falta de nutrientes para que um dia possa realizar fotossíntese por sua própria conta! Que caminho árduo tenho ainda? Em que etapa me encontro? Uma jovem plântula? Ou uma que já foi devorada por um animal? Ou que ainda está na terra tentando uma oportunidade de vingar? Ou em completa abscisão e tentando renovar todo o seu estoque de folhas? Preciso urgentemente germinar e ser uma pessoa melhor por mais que toda essa etapa inclua dor, raiva, decepção, rancor, ódio. Porque daí sim um posso dizer que produzirei as mais belas flores e os frutos mais doces que um dia já se teve notícia!
Eu ainda tenho muito com o que aprender com a natureza!!!! Ah se tenho!!!!
domingo, 5 de junho de 2011
Naturalize
Nesse momento quero agir como a natureza através de uma força descomunal que me atinge de uma forma brutal onde eu nem me reconheço mais, quero libertar esse instinto animalesco aprisionado dentro de mim e que quer ser colocado pra fora quando fica acuado agindo simplesmente por pura e legítima defesa. Agir como uma fera prestes a devorar uma presa e sem sentir nenhuma culpa por isso apenas uma grande indiferença e ter sua saciedade alimentada. Destroçar a presa em vários pedaços até que ela morra por completo, mas pelo simples prazer de poder matar enquanto seu coração ainda bate e suas veias ainda pulsam pelo seu frágil corpo depredado. Com uma fúria enorme descarnar cada pedaço, arrancar cada centímetro de pele, pêlos, músculos pelo simples fato de saciar a enorme fome que me circunda. Quero poder uivar bem forte todo o meu descontentamento toda a minha ira, correr pelos campos, pelas planícies, florestas e buscar o que tanto almejo que é conseguir saciar essa “fome” interna que preciso que seja saciada de imediato. Mas como é possível eu me sentir presa e caçador ao mesmo tempo? Ao mesmo tempo me sinto como a presa fugindo com extremo nervosismo de todos os “predadores” que estão a espreita e que a qualquer descuido meu podem me atacar e me destroçar para sua própria saciedade? De antes estava com a extrema paz e hoje essa guerra interna dentro de mim mesma? Presa e caça? Ainda como presa a vontade de se esconder num buraco aumentam a cada batimento, cada pulsação que vão me dominando por completo sem que eu tenha ao menos a chance de me controlar.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Reconhecimento
A morte veio para mim como um arrepio, um estremecimento de todas as minhas vísceras, órgãos, pele e fios de cabelo, estava ficando completamente transtornada e paranóica, já que algo assim nunca havia presenciado e nem sentido antes, devido ao meu total ceticismo em relação ao sobrenatural.
Caminhei, lentamente, tentando sentir cada pulsação, cada onda de arrepio que iam se formando a cada segundo como um golpe sorrateiro de algo se partindo.
Sentia que eu ia desfalecer ali mesmo, que todos os órgãos dos sentidos fossem esvair-se dos meus controles e a cada passo dado era um passo certo para o desastroso fim.
Mas para minha infelicidade, isto era um sinal de que algo de ruim, de que algo macabro aconteceria, como se fosse um sonho premonitório que me controlou loucamente e cegamente e só conseguia discernir as percepções recebidas e era para mim algo completamente ensandecido.
Enfim, era difícil de aceitar, mas eu era o próprio Anjo da Morte, e que passaria a sentir isto a cada hora, dia, mês e ano e sentiria os mesmos sintomas inegáveis deste invencível e cruel destino que passaria a me acalentar a partir de agora e para todo os restos dos meus dias e o meu olhar a partir de adiante seria inexpressível, e só conseguiria contemplar a completa solidão e a completa e sombria jornada, afinal este destino me fora destinado desde que nasci...
Talvez eu continue essa história talvez não...
Um besouro
Estava eu perdida em meus pensamentos (que novidade) quando minhas idéias fluíram livremente de todo os acontecimentos repentinos que eu tinha vivenciado. Emoções à flor da pele iam se desabrochando e eu somente conseguia entregar todas a minhas emoções e anseios a este momento. A solidão é para mim um completo refúgio de tudo e de todos, uma forma de proteção deste mundo tão cruel, frívolo, superficial e isto é algo demasiado forte para uma alma tão sensível quanto a minha. Na solidão posso escrever a vontade todas as idéias que me vêem a mente e onde tenho 100% da minha personalidade na íntegra.
Olhar os meus desenhos que também faço nesses momentos tão particulares me fizeram lembrar de outros momentos como aqueles, fazendo-me repensar todos os outros fatos que tinha vivenciado neste completo mundo interior que eu possuía por completo...
Desenhos que havia feito com imagens da lua, estrelas, rabiscos e esboços não terminados, faziam parte de toda uma vida e ainda os contornos de gatos, cachorros, pássaros, peixes, enfim! Pensava! Nossa como eu seria se eu fosse um ser deste tipo? Estaria alheia aos acontecimentos ao redor? Perceberia sensações diferentes? E quais seriam? E se eu fosse um besouro dourado? Ou melhor, um besouro negro que na pior escuridão seria confundido com a própria escuridão mimetizando-me? Então me imaginei sendo um besouro, voando, sentindo o vento, escutando o barulho das asas baterem, sentindo o aroma perfumado das flores noturnas, será que existiriam outros da minha espécie fazendo o mesmo? E como seria a percepção que teria de outros seres viventes? Só eu e o mundo ao redor...é tão fácil...imaginar
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